A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou, em 15 de outubro de 2026, a abertura de investigação pela Polícia Federal contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), a pedido da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso envolve uma suposta divulgação de informações falsas nas redes sociais.
A decisão foi assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG), após uma notícia-crime apresentada pela campanha de Flávio. A representação citou uma publicação em que Ana Elisa afirmou que “os bolsonaristas estão tentando tirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”.
A defesa do senador também pediu medidas cautelares para impedir novas publicações semelhantes e a preservação das provas relacionadas ao conteúdo. O Ministério Público Eleitoral considerou haver elementos suficientes para a investigação.
O juiz encaminhou o caso à Polícia Federal, determinou que a plataforma X preserve os registros da publicação e ordenou o envio de cópias do processo à Procuradoria-Geral Eleitoral. Ele, porém, rejeitou o pedido para proibir Ana Elisa de publicar conteúdos relacionados às eleições presidenciais.
Eleita a segunda deputada mais votada de Minas Gerais, Ana Elisa passou a integrar, na semana anterior, um núcleo de jovens recém-eleitos para a Câmara consultados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma mudança na estratégia digital antes do segundo turno.
Em resposta, a parlamentar escreveu no Instagram que é “uma menina do interior de Minas que recebeu 524 mil votos e tem 4 milhões de seguidores”. Ela questionou por que um candidato à Presidência da República teria “tanto medo” do que ela tem a dizer.
Na semana anterior, Ana Elisa também afirmou que procuraria o Tribunal Superior Eleitoral e disse ter sido alvo de “fake news” após parlamentares bolsonaristas compartilharem supostas publicações antigas atribuídas a ela. Os conteúdos mencionados traziam frases como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”, acompanhadas, em alguns casos, de risadas e palavrões.
Fonte: O Globo