A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de investigação pela Polícia Federal contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), a pedido da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso tramita na 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis e envolve uma suposta divulgação de informações falsas.
A representação apresentada pela campanha citou uma publicação de Ana Elisa nas redes sociais, na qual ela afirmou que "os bolsonaristas estão tentando tirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida". A defesa de Flávio também pediu medidas cautelares para impedir novas publicações semelhantes e a preservação das provas.
O Ministério Público Eleitoral considerou haver elementos suficientes para a investigação. Após o parecer, o juiz Orlando Israel de Souza encaminhou o caso à PF, determinou que o X preserve os registros da publicação e enviou cópias do processo à Procuradoria-Geral Eleitoral.
O magistrado rejeitou, porém, o pedido para proibir Ana Elisa de publicar conteúdos relacionados às eleições presidenciais.
Eleita a segunda deputada mais votada de Minas Gerais, Ana Elisa passou a integrar na semana passada um núcleo de jovens recém-eleitos para a Câmara consultados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma mudança na estratégia digital antes do segundo turno.
Em resposta, a parlamentar publicou no Instagram que é "uma menina do interior de Minas que recebeu 524 mil votos e tem 4 milhões de seguidores". "Por que um candidato a Presidência da República tem tanto medo do que tenho a dizer?", questionou.
Na semana passada, Ana Elisa também afirmou que procuraria o Tribunal Superior Eleitoral e disse ter sido alvo de "fake news" após parlamentares bolsonaristas resgatarem supostas postagens antigas atribuídas a ela. As publicações continham frases como "odeio branco" e "tô nem aí para empreendedor", acompanhadas, em alguns casos, de risadas e palavrões.
Fonte: O Globo