Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam abordagens diferentes para o esporte feminino nas eleições de 2026. Enquanto Lula cita a Copa do Mundo de Futebol Feminino, Flávio propõe restringir a categoria feminina a atletas do sexo feminino.
Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o programa de Flávio afirma que pretende proteger o esporte feminino como um espaço de competição justo. O texto menciona vantagens físicas atribuídas a atletas que não nasceram do sexo feminino, mesmo após tratamento hormonal, e defende que a categoria seja disputada por atletas do sexo feminino, da base ao alto rendimento.
O documento não utiliza os termos “trans” ou “transgênero”, mas a proposta se refere à participação de mulheres trans em competições femininas. O texto também afirma que a medida preservaria a equidade e a lisura das disputas.
Questionado, o comitê de campanha de Flávio não detalhou como a proposta seria aplicada e informou que, no esporte feminino de alto rendimento, serão respeitados os regulamentos de cada federação.
O tema já é tratado no âmbito esportivo por entidades internacionais, segundo a reportagem. O texto também cita um decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proibiu a participação de meninas e mulheres transgênero em eventos esportivos femininos de escolas e faculdades do país.
Aliado de Flávio e ex-secretário especial do Esporte do governo de Jair Bolsonaro, Marcelo Reis Magalhães afirmou que o grupo pretende adotar uma posição de proteção às mulheres. Segundo a reportagem, ainda não há definição pública sobre como o tema avançaria em um eventual governo.
Entre outras propostas, Flávio promete criar o Programa Escola de Campeões, ampliar parcerias com a iniciativa privada, fortalecer o paradesporto e aperfeiçoar as bolsas esportivas. O programa também defende a redução da dependência de recursos públicos no alto rendimento.
O programa de Lula não menciona a participação de atletas trans em competições. O documento cita a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada pela primeira vez na América do Sul, e afirma que o evento poderá estimular a prática do futebol feminino no Brasil.
O candidato petista também promete implementar a Universidade do Esporte, ampliar o apoio às Arenas Brasil, fortalecer o Bolsa Atleta e manter o patrocínio de empresas estatais no próximo ciclo olímpico e paralímpico. O programa defende a continuidade do financiamento público da formação esportiva.
Fonte: O Globo