O jornal The New York Times avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno marcado para 25 de outubro, praticamente completaria o mapa de aliados latino-americanos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a reportagem, o Brasil é a principal peça que falta na expansão da influência americana sobre a região por ser o país latino-americano mais populoso, extenso e economicamente relevante. O texto afirma que, atualmente, a esquerda administra México e Uruguai.
O jornal descreve a política de Trump para a América Latina como uma versão mais agressiva da Doutrina Monroe. A reportagem cita tarifas, sanções, revogação de vistos, intervenções eleitorais e ações militares como instrumentos usados ou defendidos pelo governo americano.
O New York Times também relaciona a aproximação entre a Casa Branca e governos de direita a uma mudança na política de segurança regional. O governo Trump teria colocado no centro de sua agenda uma nova ofensiva contra o tráfico de drogas, comparada pelo próprio governo à guerra contra o terrorismo no Oriente Médio.
A reportagem menciona a classificação de grupos criminosos como organizações terroristas e ataques contra embarcações suspeitas de tráfico em águas latino-americanas. Segundo o texto, 18 países aderiram a uma coalizão liderada pelos Estados Unidos contra cartéis, e Colômbia, Guatemala, Honduras e Equador concordaram em realizar operações militares conjuntas com o Pentágono.
De acordo com o jornal, Flávio Bolsonaro já indicou que pretende aderir à coalizão Escudo das Américas e pressionou pela classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. O NYT afirma, porém, que ainda há dúvidas sobre os efeitos da coalizão e sobre as consequências da cooperação para a soberania dos países latino-americanos.
Fonte: O Globo