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domingo, 27 de setembro de 2026

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SEGURANÇA

Investigação sobre morte de Isabelle Caracristi chega à segunda semana com namorado preso

Investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi reúne depoimentos, análise de vídeos e mantém namorado preso preventivamente em Fortaleza.

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A investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro, chegou à segunda semana com o namorado dela, João Munhoz Neto, preso preventivamente e sob apuração por suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio.

Segundo a Polícia Civil do Ceará, mais de dez testemunhas foram ouvidas e cerca de 700 vídeos de câmeras de segurança foram analisados. A corporação também realiza a extração de dados de aparelhos celulares e afirma que outras linhas de investigação ainda não foram completamente descartadas.

Os primeiros trabalhos da Perícia Forense do Ceará ocorreram na noite em que Isabelle foi encontrada morta. Os peritos examinaram o local onde o corpo estava, o apartamento em que ela morava com João e o rooftop do edifício. Conforme a perícia, não foram identificados sinais de briga no apartamento, e a digital encontrada na cortina de vidro era de João; a investigação inicialmente considerou a hipótese de queda voluntária.

O caso ganhou repercussão cinco dias depois, quando a mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, afirmou nas redes sociais que não havia sido avisada sobre a morte da filha durante a noite. Ela relatou que só soube do ocorrido na manhã seguinte, ao ir ao condomínio.

Nos dias posteriores, a polícia informou que João não teria colaborado inicialmente com a apuração. A investigação aponta que ele teria retornado ao condomínio, retirado pertences, deixado o imóvel e mudado de endereço. Em uma operação na Praia do Cumbuco, em Caucaia, foram apreendidos o celular e o tablet da mãe dele.

João prestou depoimento no dia 21 de setembro, acompanhado de uma advogada. Ele apresentou uma versão segundo a qual estava em uma missa quando recebeu as últimas mensagens de Isabelle e só soube da morte após ser informado pelo irmão. A defesa nega que ele tenha cometido crime.

O bacharel em Direito foi preso no dia 22, em um apartamento na Aldeota, por força de mandado de prisão preventiva. A Justiça manteve a prisão na audiência de custódia realizada no dia seguinte. O processo tramita sob sigilo, e João permanece na condição de investigado, sem condenação.

Entre as testemunhas ouvidas estão familiares de João, amigos que estiveram no condomínio após a morte, um casal que estava na piscina no momento da queda, o ex-namorado de Isabelle e uma diarista que prestava serviços no imóvel. A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão de diligências e exames para esclarecer as circunstâncias da morte.

Fonte: g1 Ceará

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