O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu preservar a estabilidade fiscal em um eventual novo mandato e afirmou que as eleições colocam em disputa, segundo ele, “o regime democrático ou a barbárie”. As declarações foram feitas na noite de sexta-feira (25), durante um encontro com empresários, representantes do governo e executivos de diferentes setores, em São Paulo.
Lula também criticou o candidato Flávio Bolsonaro (PL), a quem associou a uma agenda de alinhamento com os Estados Unidos. O presidente mencionou o interesse norte-americano em terras raras e minerais críticos e afirmou que a eleição definirá o destino das riquezas estratégicas do país.
Organizado pelo Instituto Esfera e pelo grupo Prerrogativas, o evento reuniu empresários como Joesley Batista, da JBS, e Gustavo Pimenta, presidente da Vale. Representantes de empresas como iFood, Uber, Petz, Magazine Luiza, Philip Morris, Acciona e Unisa também participaram, além de integrantes da Febraban e executivos dos setores de educação, saúde, farmacêutico e portuário.
Segundo Marco Aurélio de Carvalho, um dos organizadores, 744 pessoas participaram do encontro. Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros, entre eles Dario Durigan, da Fazenda; Miriam Belchior, da Casa Civil; Esther Dweck, da Inovação; e Alexandre Padilha, da Saúde.
Em outro trecho do discurso, Lula citou adversários históricos, como José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, ao defender mudanças no sistema político e uma nova discussão sobre o funcionamento do Judiciário. Ele questionou, entre outros pontos, os critérios de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e a possibilidade de adoção de mandatos para os integrantes da Corte.
Antes do encontro, Lula havia anunciado uma medida provisória para proibir as apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. A decisão foi apresentada pelo governo como uma resposta aos impactos sociais e econômicos do setor, enquanto opositores classificaram a iniciativa como eleitoreira.
O evento ocorreu em meio à tentativa de Lula de ampliar o diálogo com o empresariado durante a campanha. A organização contou também com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.
Fonte: G1