O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu manter a estabilidade fiscal em um eventual novo mandato e afirmou que a eleição presidencial representa uma escolha entre a democracia e a “barbárie”. As declarações foram feitas na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, durante um encontro com empresários, representantes de setores da economia e integrantes do governo, em São Paulo.
Lula também criticou o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ao dizer que os eleitores poderiam escolher entre um brasileiro comprometido com o país e alguém que, segundo ele, “vai beijar a bandeira americana todo dia”. O presidente relacionou o debate à exploração de terras raras e minerais críticos e mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Em tom descontraído, Lula afirmou que tem experiência para governar e disse ser o único presidente brasileiro com 12 anos de exercício do cargo. O petista disputa um novo mandato contra Flávio Bolsonaro, em uma campanha marcada pela aproximação dos dois candidatos com o empresariado.
O encontro reuniu centenas de empresários e executivos de áreas como varejo, tecnologia, mineração, indústria, educação, saúde e serviços. O evento foi organizado pelo Instituto Esfera e pelo Grupo Prerrogativas, com a participação de ministros, dirigentes de bancos públicos e representantes de entidades empresariais.
Antes de Lula, discursaram a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A agenda econômica esteve entre os principais temas do encontro, em meio às cobranças do setor privado por previsibilidade, equilíbrio das contas públicas e segurança jurídica.
Lula também citou antigos adversários políticos, como José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, ao defender mudanças no sistema político. Em seguida, mencionou a possibilidade de uma nova reforma do Judiciário e questionou a forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e a eventual adoção de mandatos para os integrantes da Corte.
Mais cedo, em São Paulo, o presidente assinou uma medida provisória com medidas para proibir as bets no país. O governo apresentou a iniciativa como uma forma de combater o endividamento e problemas de saúde relacionados às apostas, enquanto opositores classificaram a decisão como eleitoreira.
Fonte: G1