Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos) divergiram nesta sexta-feira (25) sobre o destino e o controle das emendas parlamentares durante debate do g1 com candidatos ao Senado por São Paulo. André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), que haviam confirmado presença, não participaram do encontro. ([jornaldeminas.com.br](https://jornaldeminas.com.br/no-g1-candidatos-ao-senado-por-sp-discutem-infiltracao-do-crime-organizado-anomalias-nas-relacoes-entre-poderes-e-emendas-parlamentares/))
Marina e Tebet defenderam mudanças no modelo atual. Marina afirmou que pretende propor alterações constitucionais para acabar com as emendas impositivas e criar mecanismos de controle e transparência para os demais recursos.
Soninha declarou ser favorável às emendas, mas criticou a obrigatoriedade de execução sem que o governo possa avaliar a adequação do objeto e a necessidade do gasto. Para ela, a transparência e a fiscalização são essenciais para evitar o mau uso dos recursos. ([jornaldeminas.com.br](https://jornaldeminas.com.br/no-g1-candidatos-ao-senado-por-sp-discutem-infiltracao-do-crime-organizado-anomalias-nas-relacoes-entre-poderes-e-emendas-parlamentares/))
Tebet defendeu o fim das emendas do Congresso que, segundo ela, não têm transparência nem rastreabilidade. A candidata propôs que metade dos recursos seja destinada à saúde e que a outra parte seja convertida em repasses ao Fundo de Participação dos Municípios.
Rufino afirmou que as emendas não precisam ser extintas, mas devem ter transparência, fiscalização e participação da sociedade. Ele também defendeu que os parlamentares acompanhem a aplicação dos recursos e verifiquem se o dinheiro chegou ao destino previsto. ([jornaldeminas.com.br](https://jornaldeminas.com.br/no-g1-candidatos-ao-senado-por-sp-discutem-infiltracao-do-crime-organizado-anomalias-nas-relacoes-entre-poderes-e-emendas-parlamentares/))
Na discussão sobre a relação entre os Poderes, Tebet propôs uma reforma do Judiciário com mandato e idade mínima para ministros do Supremo Tribunal Federal, além de mudanças no controle de decisões monocráticas e na composição da Corte. Ela também defendeu a redução do número de parlamentares e dos gastos do Legislativo.
Marina afirmou que a autonomia entre Executivo, Legislativo e Judiciário está prevista na Constituição, mas sofre interferências recorrentes. A candidata defendeu uma reforma política, mudanças no Judiciário e a criação de um estatuto de ética para ministros.
Soninha classificou como uma “verdadeira guerra” a relação entre governo e Congresso em alguns momentos e criticou a concentração de poder nos presidentes das Casas Legislativas. Rufino, por sua vez, defendeu a renovação da classe política e mudanças no funcionamento interno do Senado. ([jornaldeminas.com.br](https://jornaldeminas.com.br/no-g1-candidatos-ao-senado-por-sp-discutem-infiltracao-do-crime-organizado-anomalias-nas-relacoes-entre-poderes-e-emendas-parlamentares/))
Fonte: g1