O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia decidiu nesta sexta-feira (25) manter a Anthropic, criadora do Claude, sob a classificação de risco à cadeia de suprimentos da segurança nacional dos Estados Unidos. A decisão impede, por enquanto, que a empresa forneça serviços diretamente ao Departamento de Defesa ou atue como subcontratada em trabalhos ligados à pasta.
Por maioria de dois votos a um, os juízes rejeitaram os argumentos da Anthropic de que o governo agiu fora da lei, de forma arbitrária e em violação à Constituição. O tribunal considerou que havia fundamento para a avaliação de que as restrições incorporadas ao Claude poderiam impedir o uso do sistema em operações militares consideradas legais pelo governo.
A disputa começou depois que a Anthropic se recusou a autorizar o uso de seus modelos em “todos os fins legais”, mantendo proibições para vigilância doméstica em massa e guerra autônoma letal. Segundo a decisão, o governo também levou em conta um conflito sobre o emprego do Claude em uma operação militar no exterior.
O julgamento contrasta com uma decisão de agosto da juíza federal Rita Lin, da Califórnia, que considerou ilegal a classificação aplicada pelo Pentágono com base em outra norma. Na ocasião, a magistrada concluiu que o governo havia retaliado a empresa por suas posições sobre o uso seguro da inteligência artificial.
A Anthropic afirmou que discorda respeitosamente da decisão e que avalia novas medidas judiciais. A empresa sustenta que a disputa já provocou perdas de negócios de centenas de milhões ou até bilhões de dólares, enquanto se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações.
O caso também expõe a disputa entre o governo de Donald Trump e empresas de inteligência artificial sobre o emprego militar de modelos avançados. A Anthropic, fundada em 2021 por ex-executivos da OpenAI, defende limites para o uso de seus sistemas em vigilância e armamentos autônomos.
Fonte: g1