Leopoldo Luque, médico pessoal de Diego Maradona, declarou nesta quinta-feira (21) que o ex-jogador seria o único que "diria a verdade" e "defenderia" se estivesse na audiência do julgamento em San Isidro, na Argentina. O neurocirurgião é réu principal no processo que investiga a morte do ídolo, ocorrida em 25 de novembro de 2020, 22 dias após cirurgia para hematoma subdural enquanto Maradona estava em cuidados domiciliares.
Luque afirmou que, na sua opinião, Maradona o apoiaria, destacando sua confiança na relação com o ex-jogador. No mesmo dia, o médico intensivista Fernando Villarejo, que acompanhou Maradona após a cirurgia, também testemunhou e afirmou que a transferência do ex-jogador para casa foi inadequada. Ele sugeriu que Maradona deveria ter sido internado em uma instituição especializada devido ao combate ao alcoolismo e ao uso de drogas.
Durante o julgamento, testemunhas disseram que Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov defenderam a internação domiciliar, pois Maradona não aceitava tratamento em centros de reabilitação. Luque, Cosachov e outros cinco profissionais são acusados de homicídio culposo com dolo eventual, o que pode resultar em penas de até 25 anos de prisão. Um oitavo réu será julgado em separado.