A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira (21) que a arrecadação federal em abril atingiu R$ 278,8 bilhões, o maior valor para o mês desde 1995. O resultado representa um crescimento real de 7,82% em relação a igual período do ano passado, descontada a inflação. O aumento foi impulsionado pelo crescimento da economia e pela alta dos preços do petróleo.
De janeiro a abril, a arrecadação soma R$ 1,05 trilhão, recorde para o primeiro quadrimestre na série histórica, aumento de 5,41% em relação ao mesmo período de 2022. Os principais ativos foram a arrecadação do Imposto de Renda, que somou R$ 64,8 bilhões, e a arrecadação previdenciária, de R$ 62,7 bilhões.
O setor de petróleo e gás natural se destacou, com alta de 541% na arrecadação, atingindo R$ 11,4 bilhões em abril. O incremento reflete a valorização internacional do petróleo, resultado das tensões geopolíticas no Oriente Médio e na região do Irã, que elevaram o preço do barril, aumentando os lucros e os impostos das empresas do setor.
A Receita atribui o bom desempenho à recuperação do mercado de trabalho, aumento da massa salarial e crescimento das receitas vinculadas ao consumo, como PIS, Cofins, além do impacto do aumento nas alíquotas do IOF sobre operações cambiais. Também contribui a reoneração gradual de setores específicos desde janeiro de 2023.
Segundo a Receita Federal, a arrecadação do IRPJ e CSLL totalizou R$ 64,8 bilhões, com crescimento de 7,73%. Já a previdência social arrecadou R$ 62,7 bilhões, avanço de 4,83%, puxado pela elevação da arrecadação do Simples Nacional e pelo aumento na massa salarial.
O Imposto de Renda sobre rendimentos de capital também cresceu, registrando R$ 13,2 bilhões, alta de 25,45%, refletindo o aumento na tributação sobre aplicações financeiras e juros sobre capital próprio.
Os dados reforçam o crescimento da arrecadação do governo federal, que acompanha a recuperação econômica do país. A Receita Federal reforça o compromisso de monitorar e ampliar a eficiência na arrecadação fiscal ao longo do ano.