O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (15) para que três acusados de obstruir as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro, se tornem réus. O julgamento virtual da Primeira Turma da Corte, que apura a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), segue aberto até 22 de maio.
A PGR acusa o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros de desaparecer com provas, incriminar inocentes, usar testemunhas falsas e realizar diligências desnecessárias para garantir a impunidade dos mandantes e executores do crime.
Em seu voto, o ministro relator afirmou haver "indícios mínimos de autoria e materialidade" para a abertura da ação penal. "Rivaldo Barbosa, em conluio com Giniton Lages e Marco Antônio de Barros obstruíram, mediante ação e omissão imprópria, as investigações correlatas aos referidos homicídios", declarou Moraes. Moraes vota para que acusados de atrapalhar investigações do caso Marielle se tornem réus
As defesas dos acusados contestam as acusações. Os advogados de Barbosa alegam falta de provas e acusações baseadas em inferências. A defesa de Lages argumenta que ele não possui foro privilegiado e não deveria ser julgado pelo STF. Já a defesa de Barros sustenta que nenhum elemento de prova foi produzido e que o trabalho policial resultou na prisão do delator e executor Ronnie Lessa. Moraes vota para tornar réus acusados de obstruir investigação do caso Marielle