O lucro líquido recorrente da Caixa Econômica Federal recuou 34,4% no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 3,5 bilhões. A redução foi impulsionada pelo aumento significativo das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram, como resposta às novas regulamentações do Banco Central (BC) para cobertura de risco de inadimplência. As novas regras exigem que o banco considere perdas esperadas nas operações de crédito, não apenas as já efetivamente registradas, o que elevou as reservas financeiras e pressionou o resultado.
Apesar da queda no lucro, a Caixa apresentou crescimento na carteira de crédito, com destaque para o financiamento imobiliário, segmento onde o banco mantém a liderança nacional. A carteira total de crédito alcançou R$ 1,41 trilhão, um aumento de 11,3% em 12 meses, sendo R$ 966,2 bilhões destinados ao setor imobiliário.
A Caixa esclareceu em nota que o aumento das provisões está atrelado à transição regulatória do BC e não reflete uma deterioração direta na qualidade da carteira. A instituição ressaltou a contínua expansão das operações de crédito, especialmente no financiamento habitacional, que registrou R$ 64,2 bilhões em contratações no período.