Cerca de 25% dos jogos da Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, podem ocorrer em condições de calor extremo, segundo estudo internacional do World Weather Attribution (WWA). A pesquisa alerta para riscos à saúde de jogadores e torcedores devido às altas temperaturas e umidade, agravadas pelas mudanças climáticas. O evento ocorre entre 11 de junho e 19 de julho, coincidindo com o verão no Hemisfério Norte.
O estudo aponta que o risco de calor extremo quase dobrou desde a Copa de 1994. Condições com Índice de Temperatura de Globo de Bulbo Úmido (WBGT) de 26°C ou superior, consideradas perigosas para esforço físico intenso, são esperadas em um quarto dos jogos. Cinco partidas podem ter WBGT de 28°C ou mais, nível considerado inseguro pela FIFPRO, sindicato mundial dos jogadores.
Jogos específicos como Brasil x Escócia (24 de junho), França x Senegal e Argentina x Argélia (16 de junho), Tunísia x Holanda (25 de junho) e a final (19 de julho) estão entre os que podem ser afetados. A análise destaca que apenas três dos 16 estádios possuem refrigeração, e mais de um terço dos jogos de alto risco ocorrerão em locais sem ar-condicionado.
Cientistas recomendam medidas de proteção extras e alertam para a necessidade de diretrizes claras. O calor extremo, especialmente em condições de alta umidade, dificulta o resfriamento do corpo, aumentando o risco de hipertermia e choque por calor, que pode ser fatal. A previsão de El Niño pode agravar ainda mais as temperaturas.