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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Cientistas alertam Fifa sobre calor extremo na Copa do Mundo de 2026

Cientistas alertam a Fifa sobre riscos de calor e umidade extremos na Copa do Mundo de 2026, com um quarto das partidas podendo ocorrer sob temperaturas difíceis de suportar. Pausas mais longas e transição energética são sugeridas.

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Cientistas alertam Fifa sobre calor extremo na Copa do Mundo de 2026

Cientistas alertaram a Fifa nesta quinta-feira (14) sobre as condições de calor e umidade extremas previstas para a Copa do Mundo de futebol de 2026 na América do Norte. Um quarto das partidas pode ocorrer sob temperaturas difíceis de suportar, segundo a World Weather Attribution (WWA).

A pesquisa indica que a mudança climática agrava o problema em relação à Copa de 1994. Friederike Otto, cientista do Imperial College de Londres, afirmou que a mudança climática afeta a viabilidade de sediar o evento no verão do hemisfério norte.

Utilizando o índice de temperatura de bulbo úmido (WBGT), os pesquisadores analisaram 104 partidas. Cerca de 26 jogos podem ter níveis de WBGT iguais ou superiores a 26ºC, exigindo refrigeração adicional. Cinco partidas podem ultrapassar os 28ºC, um limite perigoso que sugere até a suspensão dos jogos.

Partidas em Miami, Kansas City e Nova Jersey foram identificadas como de alto risco. Estádios climatizados reduzem o risco para jogadores, mas o público externo fica mais exposto. Aumentos na temperatura de bulbo úmido podem tornar as pausas de três minutos da Fifa insuficientes para hidratação e refrigeração, com cientistas sugerindo pausas de seis minutos.

O representante da ONU para o Clima, Simon Stiell, alertou que o risco de ondas de calor dobrou desde 1994 e pediu ações mais rápidas para transição energética.

A Fifa informou que monitorará as condições em tempo real e aplicará protocolos de contingência se necessário.

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