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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Copa do Mundo 2026: Calor extremo ameaça um quarto dos jogos

Estudo do World Weather Attribution revela que 25% dos jogos da Copa do Mundo de 2026 podem ocorrer sob calor extremo, com risco para atletas e torcedores. Mudanças climáticas e El Niño são fatores agravantes.

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Copa do Mundo 2026: Calor extremo ameaça um quarto dos jogos

Um estudo internacional alerta que cerca de 25% dos jogos da Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, podem ocorrer sob condições de calor extremo e umidade elevada, colocando em risco a saúde de jogadores e torcedores. A pesquisa do World Weather Attribution (WWA), consórcio liderado pelo Imperial College London, indica que o risco de calor intenso quase dobrou desde a Copa de 1994 devido às mudanças climáticas.

O torneio, que ocorre entre 11 de junho e 19 de julho, coincide com o verão no Hemisfério Norte. O índice de Temperatura de Globo de Bulbo Úmido (WBGT) deve atingir ou superar 26°C em 25% das partidas. Este patamar, que considera temperatura, umidade, radiação solar e vento, é considerado perigoso para esforços físicos intensos e o limite para jogos sem pausas adicionais, segundo a FIFPRO, sindicato mundial dos jogadores de futebol.

Ao menos cinco jogos podem registrar WBGT de 28°C ou mais, um nível considerado inseguro pela FIFPRO, que recomenda adiamento ou medidas extras de proteção. Entre as partidas de maior risco estão Brasil x Escócia (24 de junho), França x Senegal (16 de junho), Argentina x Argélia (16 de junho), Tunísia x Holanda (25 de junho) e a final em 19 de julho.

Apesar de três dos 16 estádios possuírem refrigeração, mais de um terço dos jogos de alto risco estão programados para locais sem ar-condicionado, incluindo Miami, Kansas City, Nova York e Filadélfia. Cientistas alertam para a necessidade de estratégias de mitigação eficazes para proteger atletas e público, especialmente em eventos ao ar livre.

O estudo do WWA ressalta que a ação humana intensificou a probabilidade dessas condições extremas, que ultrapassam os limites de segurança para o desempenho esportivo e o bem-estar dos torcedores. A previsão de um possível El Niño entre junho e julho pode agravar ainda mais as temperaturas.

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