A produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, financiado em parte pelo banqueiro Daniel Vorcaro, enfrentou sérias denúncias de precariedade nos bastidores. Delegados sindicais investigaram o set após relatos de atrasos em pagamentos, comida estragada e condições de trabalho desumanas. Pelo menos 14 figurantes alegam ter sido submetidos a situações humilhantes, incluindo restrições de acesso ao banheiro, e afirmam ter sido surpreendidos com o tema do filme apenas durante as filmagens. Jornadas de trabalho extenuantes também foram relatadas. As denúncias foram confirmadas pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP), que enviou representantes ao local no ano passado. Alguns figurantes, críticos de Bolsonaro, relataram constrangimento e tentaram minimizar sua participação exagerando a atuação. O filme, intitulado "Dark Horse", adota uma narrativa heroica e conta com atores internacionais como Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro, Lynn Collins e Esai Morales. O diretor Cyrus Nowrasteh é conhecido por filmes com temáticas religiosas. Relatos indicam que Flávio Bolsonaro intercedeu junto a Vorcaro para garantir novos pagamentos, após o banqueiro já ter transferido R$ 62 milhões para a produção, que não aparecia formalmente como patrocinador. Mensagens reveladas pelo site "The Intercept" mostram Flávio pedindo ajuda a Vorcaro em um momento "decisivo" e reafirmando sua lealdade.
POLÍTICA
Produção de filme sobre Bolsonaro é marcada por atrasos e más condições de trabalho
Figurantes e trabalhadores relatam atrasos em pagamentos, comida estragada e condições humilhantes durante as filmagens de "Dark Horse", longa sobre Jair Bolsonaro. Sindicato investigou denúncias.