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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Assessora de Flávio Bolsonaro propõe ampliar transição do Bolsa Família

Daniella Marques afirma que eventual governo de Flávio Bolsonaro ampliaria para dois anos a transição do Bolsa Família após aumento de renda.

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A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou na segunda-feira (19), em entrevista à Rádio CBN Salvador, que o Bolsa Família poderá ter mudanças em um eventual governo do senador.

Segundo Daniella, o período de transição para beneficiários que conseguirem emprego formal ou abrirem uma pequena empresa passaria dos atuais 18 meses para dois anos. Durante esse intervalo, as famílias continuariam recebendo o benefício.

Ela também afirmou que o retorno ao programa seria automático caso a renda da família voltasse ao patamar de pobreza. A proposta, segundo a assessora, busca permitir que os beneficiários aceitem empregos ou iniciem negócios sem perder definitivamente a proteção do programa.

A declaração teve repercussão negativa nas redes sociais e gerou dúvidas sobre uma possível limitação do benefício a dois anos. Em vídeo publicado posteriormente, Daniella disse que a intenção era ampliar o período de permanência para quem tivesse aumento de renda, e não restringir o acesso ao programa.

No governo de Jair Bolsonaro, o programa de transferência de renda se chamava Auxílio Brasil e previa permanência por até dois anos para famílias cuja renda aumentasse até 2,5 vezes o limite de entrada, em situações como a obtenção de emprego.

Atualmente, o Bolsa Família permite que famílias cuja renda mensal por pessoa ultrapasse R$ 218, mas permaneça abaixo de R$ 706, continuem no programa por 18 meses, recebendo metade do benefício. Beneficiários que deixam o programa podem retornar em até 36 meses se a renda familiar voltar ao patamar de pobreza.

Fonte: O Globo

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