A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou na segunda-feira (19), em entrevista à Rádio CBN Salvador, que o Bolsa Família poderá ter mudanças em um eventual governo do senador.
Segundo Daniella, o período de transição para beneficiários que conseguirem emprego formal ou abrirem uma pequena empresa passaria dos atuais 18 meses para dois anos. Durante esse intervalo, as famílias continuariam recebendo o benefício.
Ela também afirmou que o retorno ao programa seria automático caso a renda da família voltasse ao patamar de pobreza. A proposta, segundo a assessora, busca permitir que os beneficiários aceitem empregos ou iniciem negócios sem perder definitivamente a proteção do programa.
A declaração teve repercussão negativa nas redes sociais e gerou dúvidas sobre uma possível limitação do benefício a dois anos. Em vídeo publicado posteriormente, Daniella disse que a intenção era ampliar o período de permanência para quem tivesse aumento de renda, e não restringir o acesso ao programa.
No governo de Jair Bolsonaro, o programa de transferência de renda se chamava Auxílio Brasil e previa permanência por até dois anos para famílias cuja renda aumentasse até 2,5 vezes o limite de entrada, em situações como a obtenção de emprego.
Atualmente, o Bolsa Família permite que famílias cuja renda mensal por pessoa ultrapasse R$ 218, mas permaneça abaixo de R$ 706, continuem no programa por 18 meses, recebendo metade do benefício. Beneficiários que deixam o programa podem retornar em até 36 meses se a renda familiar voltar ao patamar de pobreza.
Fonte: O Globo