Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista à Rádio CBN Salvador que um eventual governo do senador pretende alterar a regra de transição do Bolsa Família.
Segundo Daniella, o período de permanência no programa após a obtenção de emprego formal ou a abertura de um pequeno negócio passaria dos atuais 18 meses para dois anos. Ela também defendeu o retorno automático ao benefício caso a renda da família volte ao patamar de pobreza.
No governo de Jair Bolsonaro, o programa de transferência de renda era chamado de Auxílio Brasil. A regra vigente na época permitia a permanência por até dois anos para famílias cuja renda aumentasse até 2,5 vezes o limite de entrada.
Atualmente, famílias que ultrapassam a renda mensal per capita de R$ 218, mas permanecem abaixo de R$ 706, podem continuar no Bolsa Família por 18 meses, recebendo metade do benefício. O valor mínimo pago hoje é de R$ 691.
A declaração gerou repercussão negativa nas redes sociais e foi interpretada por alguns usuários como uma proposta de limitar o benefício a dois anos. Em vídeo publicado posteriormente, Daniella afirmou que a intenção seria ampliar o prazo de permanência após o aumento da renda e manter o retorno automático em caso de nova queda.
De acordo com a assessora, o Bolsa Família atualmente permite o retorno da família ao programa em até 36 meses quando a renda volta ao nível de pobreza.
Fonte: O Globo