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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Fachin restringe distribuição de processos no STF para coibir direcionamento

Ministro Edson Fachin endurece regras no STF para evitar direcionamento de processos antigos a ministros específicos. Nova norma exige validação de servidores e presidência.

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Fachin restringe distribuição de processos no STF para coibir direcionamento

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, implementou novas regras para a distribuição de pedidos em processos antigos na Corte. A medida visa impedir o direcionamento de análises a ministros específicos.

A partir de agora, tais solicitações seguirão a regra de distribuição por prevenção, que encaminha casos semelhantes ao mesmo relator. A análise de pedidos em processos antigos só será feita após validação por dois servidores e pela presidência do STF.

A decisão atende a um pedido da CPI do Crime Organizado, que buscava reverter a suspensão da quebra de sigilo da empresa Maridt, cujos sócios incluem o ministro Dias Toffoli. A decisão original foi do ministro Gilmar Mendes, que atendeu a um pedido relacionado a um caso anterior sobre a produtora Brasil Paralelo.

Gilmar Mendes, consultado por Fachin, justificou sua decisão afirmando ter identificado "manifesta ilegalidade" no caso da Maridt, concedendo habeas corpus de ofício. Ele argumentou que a CPI adotou medidas "invasivas" sem fundamento idôneo.

Fachin ressaltou que o pedido da CPI não poderia ser analisado por já ter encerrado seus trabalhos. No entanto, acolheu as ponderações sobre a distribuição de processos.

Para evitar questionamentos futuros, Fachin determinou que petições em processos antigos, mesmo que direcionadas a gabinetes, devem seguir a distribuição por prevenção. A conclusão da distribuição só ocorrerá após validação formal da coordenação de processamento inicial, secretaria judiciária e presidência do STF.

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