O Botafogo recebeu nesta segunda-feira (11) mais uma punição da Fifa: um transfer ban por tempo indeterminado. A sanção ocorre por conta de uma dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, referente à negociação do jogador argentino Thiago Almada. O clube carioca deixou de honrar um pagamento agendado para março, o que levou a entidade máxima do futebol a intervir novamente. A diretoria da SAF, liderada por John Textor, já negociava um acordo para quitar o débito desde fevereiro, mas falhou no depósito da parcela.
Esta não é a primeira vez que o Botafogo enfrenta problemas com a Fifa por essa dívida. O clube já estava proibido de registrar jogadores desde 31 de dezembro. Em janeiro, um acordo com o Atlanta United, que envolvia o pagamento de US$ 10 milhões (R$ 49,1 milhões) e mais quatro parcelas de US$ 5 milhões, permitiu a liberação temporária. O valor total da negociação era de US$ 30 milhões, incluindo bônus e repasse da venda de Almada ao Atlético de Madrid.
Atualmente, o Botafogo acumula três punições. Além do transfer ban por tempo indeterminado, o clube tem outra sanção que o impede de registrar reforços por mais três janelas de transferências. Essa punição é resultado do não pagamento ao Ludogorets, da Bulgária, pela contratação do atacante Rwan Cruz, que já deixou o clube. Há ainda uma punição nacional, aplicada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que impede o registro de novos atletas na CBF por seis meses, também relacionada à dívida pela contratação de Rwan Cruz.
O balanço patrimonial divulgado em maio mostra um ativo total de R$ 1.578.809.000 para a SAF do Botafogo. Contudo, o passivo, que representa as dívidas, atingiu R$ 2.010.726.000 até o fim de 2025, um aumento considerável em relação ao ano anterior. Desse montante, R$ 1.347.970.000 são obrigações de curto prazo, com vencimento em até um ano.