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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro sugere governo de oito anos e contraria discurso sobre fim de reeleição

Senador Flávio Bolsonaro indica possibilidade de governo de oito anos, contrariando discurso sobre fim de reeleição. Crítico de Alexandre de Moraes por suspensão da Lei da Dosimetria.

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Flávio Bolsonaro sugere governo de oito anos e contraria discurso sobre fim de reeleição

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, indicou na sexta-feira (8) que um eventual governo seu poderia se estender por oito anos. A declaração, feita em Santa Catarina, diverge de posicionamentos anteriores do senador, que sinalizava apoio a um mandato único. A mudança de discurso coincide com uma estratégia de aproximação com o Centrão e a direita, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello, governador de SC], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, onde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependendo de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias", disse o senador em evento.

No sábado (9), em Florianópolis, Flávio Bolsonaro minimizou a declaração, alegando "distorção". "Eu sou contra a reeleição, mas eu acho quatro anos muito pouco para um mandato só. Isso vai ser uma discussão que vai ter no Congresso. Eu não quero a reeleição. Vou trabalhar para que a PEC seja aprovada. Eu acredito que ela vai ser aprovada, mas convenhamos, quatro anos acho muito pouco para um mandato só para tanta coisa que o Brasil precisa arrumar", declarou.

A proposta de Flávio Bolsonaro, apresentada em fevereiro, visava restringir a reeleição para presidente, retomando o modelo anterior a 1997. O senador argumentou que o sistema atual fomenta um "estado permanente de eleição", prejudicando decisões administrativas e a alternância de poder.

A fala ocorreu durante o lançamento da chapa de reeleição do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). O evento contou com a presença de Carlos Bolsonaro (PL-SC) e da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), além de Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville.

Durante o evento em Florianópolis, Flávio Bolsonaro também criticou a suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. "Parece, mais uma vez, um jogo combinado; mais uma vez é a democracia que fica abalada. É uma decisão do Congresso Nacional, em sua grande maioria, defendendo a lei da anistia, que, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo. Mas o Brasil parece que está se acostumando com isso, mas nós não vamos nos acostumar", afirmou.

O senador acusou Alexandre de Moraes de ter feito um "jogo combinado" com o relator do texto no Congresso, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP). "Eu acho estranho, porque foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto que foi aprovado no Congresso Nacional. Foi ele quem interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos a anistia ampla, geral e irrestrita. E, estranhamente, o relator na Câmara tem muita proximidade com o ministro, porque parece que ele recebia diretamente dele, perguntando o que poderia ou não estar nesse texto da dosimetria", concluiu.

Fonte: O Globo

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