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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Ex-presidente do BRB é transferido para a Papudinha

Conheça a 'Papudinha', prisão com celas maiores e regras mais flexíveis para onde foi transferido o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

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Ex-presidente do BRB é transferido para a Papudinha

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como 'Papudinha', por determinação do ministro do STF André Mendonça. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (8 de maio de 2026).

A Papudinha é uma ala especial destinada a policiais, militares e outras autoridades condenadas. O local já abrigou personalidades como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Anderson Torres. O apelido 'Papudinha' deriva de sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.

As celas da Papudinha são mais amplas que as da Papuda comum, com cerca de 12 metros quadrados. Oferecem melhores condições, incluindo beliches, ventilador, televisão e uma pequena copa. Antes de reformas, imagens indicavam a presença de frigobar e mesa de escritório.

As regras na Papudinha são mais flexíveis. Permite-se a entrada de frutas, refrigerantes e ingredientes para sobremesas, além de roupas coloridas. Em contraste, na Papuda, os presos usam roupas brancas e enfrentam regras rigorosas para alimentos e higiene.

O acesso à TV, correspondência e banho de sol é restrito na Papudinha. Celulares, bebidas alcoólicas e visitas fora do horário são proibidos. Diferentemente da Papuda, onde tudo deve ser lacrado e em embalagens transparentes, a Papudinha tolera mais, incluindo valores em espécie (até 30% do salário mínimo).

A cela conta com vaso sanitário convencional e chuveiro quente, diferentemente de outras unidades onde o sanitário é um buraco no chão. A Papudinha possui quatro celas, três com capacidade para seis camas e uma individual para triagem.

Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde 16 de abril, devido ao risco de coleta de provas e à possibilidade de rearticular o esquema financeiro e ocultar patrimônio, segundo Mendonça.

Fonte: O Globo

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