O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu, nesta sexta-feira (8), o julgamento que decidiria se o governo do Distrito Federal pode usar imóveis públicos como garantia para empréstimos destinados a socorrer o Banco de Brasília (BRB). O banco está sob investigação por supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
O julgamento, iniciado no plenário virtual, foi suspenso por um pedido de destaque do ministro Flávio Dino. Esse mecanismo leva o caso para deliberação no plenário físico, sem data prevista para a retomada.
Até o momento, apenas o voto do relator, ministro Edson Fachin, foi registrado. Ele votou a favor de permitir o uso dos imóveis, em caráter liminar concedido em abril deste ano, suspendendo decisão anterior do TJDFT que impedia a manobra.
O GDF busca a aprovação para que o BRB possa obter R$ 6 bilhões em operações de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outros bancos. O objetivo é evitar uma crise de liquidez e uma possível intervenção do Banco Central no BRB.
O caso ganha contornos mais graves diante de outras notícias envolvendo o banco, como investigações da Polícia Civil sobre desvio de verbas e a manutenção, por unanimidade no STF, da prisão de seu ex-presidente.