O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), já iniciou o mapeamento de potenciais candidatos para a sucessão na prefeitura em 2028. A movimentação visa consolidar a base política do prefeito, que não pode disputar a reeleição, e está alinhada a um projeto maior de alcançar o governo estadual em 2030, com o próprio Nunes como principal aposta. A escolha de um sucessor forte é vista como crucial para esse objetivo.
Entre os nomes considerados mais fortes, segundo apuração da CBN e do GLOBO, está o secretário de Subprefeituras, Fabrício Cobra. Considerado técnico e com boa capacidade de gestão, Cobra também tem experiência como secretário da Casa Civil, o que lhe confere boa articulação política. Ele pode se filiar ao MDB.
O vereador Sidney Cruz (MDB) também figura na lista. Após deixar a Secretaria de Habitação para focar em sua pré-candidatura a deputado federal, aliados destacam sua origem na periferia e projeção a partir da Câmara Municipal, trajetórias semelhantes às de Nunes. Cruz, contudo, pede cautela, afirmando que é cedo para discutir sucessão.
O secretário de Governo, Edson Aparecido (MDB), articulador da gestão e com experiência em administrações anteriores, incluindo o governo de Geraldo Alckmin, também é cotado. Sua experiência política como ex-deputado federal e estadual pesa a seu favor, apesar da derrota na disputa ao Senado em 2022.
Aliados próximos a Nunes confirmam que a campanha de 2028 já começou, com foco inicial no fortalecimento do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na capital e na eleição de deputados para consolidar a força política do grupo. A sucessão do prefeito seria o próximo passo.
Uma alternativa em ascensão dentro do MDB é o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando. Recém-filiado ao partido, ele disputará uma vaga na Câmara dos Deputados e tem usado iniciativas como o programa Smart Sampa como vitrine.
O vice-prefeito, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), não é visto como opção para a sucessão devido a dificuldades de articulação e críticas públicas ao prefeito e ao governador.
A aliança entre Nunes e Tarcísio foi consolidada, especialmente após a filiação do vice-governador Felício Ramuth ao MDB. A estratégia visa fortalecer o grupo para as eleições de 2028 e, principalmente, para a sucessão estadual em 2030. Um secretário anônimo ressalta que Nunes precisa eleger seu sucessor para viabilizar sua candidatura ao governo em 2030.
Nomes fora do MDB também estão em articulação. O secretário do Trabalho, Rodrigo Goulart (PSD), é um deles, mas sua filiação partidária pode ser um entrave. O empresário Filipe Sabará, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), também se movimenta de olho na prefeitura.