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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PF aponta mesada de R$ 300 mil e luxos pagos a Ciro Nogueira por banqueiro

PF aponta que senador Ciro Nogueira recebeu mesada de R$ 300 mil, hospedagens em Nova York e contas de restaurantes pagas pelo dono do Banco Master. Investigação sugere esquema de vantagens indevidas e possível corrupção.

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PF aponta mesada de R$ 300 mil e luxos pagos a Ciro Nogueira por banqueiro

A Polícia Federal (PF) apontou nesta quinta-feira (7 de maio de 2026) que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, teria recebido vantagens financeiras indevidas do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação consta em mandado de busca e apreensão cumprido na residência do parlamentar e autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os benefícios listados pela PF estão uma suposta participação em empresa com valor abaixo do mercado, pagamentos mensais de R$ 300 mil, uso de imóvel de Vorcaro e custeio de viagens internacionais, incluindo hospedagens de luxo e voos privados.

Investigações indicam que Vorcaro pagou pela estadia de Nogueira no hotel Park Hyatt New York, com diárias superiores a R$ 10 mil, além de despesas em restaurantes caros e outros gastos pessoais. Registros mostram diálogos sobre a continuidade de pagamentos de contas de restaurantes do senador e sua acompanhante.

A PF identificou conversas que sugerem uma parceria com pagamentos mensais que teriam iniciado em R$ 300 mil, posteriormente reajustados para R$ 500 mil, destinados a Ciro Nogueira. A ligação seria entre a empresa BRGD, de Minas Gerais, e a CNFL Empreendimentos Imobiliários, do Piauí, cujos sócios incluem o senador e familiares.

Um outro ponto levantado pela PF é uma emenda apresentada por Nogueira no Senado, que ampliou a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a investigação, o texto da emenda foi elaborado dentro do Banco Master e entregue ao senador. Vorcaro teria comemorado a aprovação da emenda nos termos que ele solicitou.

A investigação também aponta para a venda de 30% das ações de uma empresa ligada a Ciro Nogueira por R$ 1 milhão, quando o valor de mercado seria de R$ 13 milhões, resultando em uma vantagem de R$ 12 milhões para a companhia.

As provas reunidas, incluindo comprovantes bancários, registros de viagens e mensagens de celular, indicam a possível prática de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. O ministro André Mendonça destacou que há indícios de que Nogueira utilizou seu mandato parlamentar em favor de interesses privados de Vorcaro.

Foram alvos da operação, além de Ciro Nogueira, Felipe Cançado Vorcaro (primo do banqueiro), Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima (irmão de Ciro Nogueira), Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, e as empresas Green Investimentos e Green Energia Fundo de Investimentos.

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