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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Parlamento Europeu aposta em aprovação de acordo com Mercosul

Parlamentares europeus se reúnem com Geraldo Alckmin em Brasília e demonstram confiança na aprovação final do acordo comercial com o Mercosul, que já reduz tarifas de importação para a maioria dos produtos brasileiros.

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Parlamento Europeu aposta em aprovação de acordo com Mercosul

Brasília – Representantes do Parlamento Europeu expressaram otimismo nesta quarta-feira (6) quanto à aprovação final do acordo comercial com o Mercosul. A declaração ocorreu durante encontro no Palácio do Planalto com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin. A delegação europeia busca o aval definitivo do bloco para o tratado, que visa criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

O acordo, assinado em janeiro e em vigor provisoriamente desde a semana passada, já zerou tarifas de importação para mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Bens industriais, alimentos e matérias-primas são os principais beneficiados nesta fase inicial.

O deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, afirmou que espera uma decisão positiva do Tribunal de Justiça da União Europeia e a subsequente ratificação pelo Parlamento. "Estou crendo que sim", declarou.

Geraldo Alckmin destacou o equilíbrio do acordo, que prevê salvaguardas para os setores produtivos. "O multilateralismo é importante e ganha a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e tem salvaguardas. É um ganha-ganha", disse.

O tratado abrange 31 países, 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. As cotas para importação e exportação com tarifas reduzidas ou zeradas envolvem percentuais baixos do comércio total, indicando que a maior parte das transações ocorrerá sem limites de quantidade e com eliminação de tarifas.

Fonte: Agência Brasil

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