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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Governo Ceron descarta compensação e abre diálogo para transição após fim da escala 6x1

Rogério Ceron, secretário executivo do Ministério da Fazenda, descarta compensações a empresas pelo fim da escala 6x1, mas abre diálogo para regras de transição e análise setorial dos impactos.

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Governo Ceron descarta compensação e abre diálogo para transição após fim da escala 6x1

O Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou categoricamente que o governo não discute compensações financeiras para empresas em decorrência do fim da escala de trabalho 6x1. Ceron classificou a ideia de compensação como um "absurdo" e um "retrocesso social gigantesco", argumentando que as horas de trabalho pertencem ao indivíduo e não à empresa.

Apesar da resistência a compensações, Ceron indicou que o governo vê espaço para debater mecanismos de transição para a mudança, considerando abordagens setoriais para avaliar os impactos da redução da jornada. "Acho que a principal discussão é a transição, ter o equilíbrio", declarou, ressaltando a necessidade de razoabilidade e avaliação cuidadosa.

O secretário ponderou que a adaptação à nova escala pode variar entre os setores, e que a discussão deve ser feita de forma setorial, com atenção às diversas nuances. Embora a posição inicial do governo seja pela vigência imediata da medida, Ceron reconheceu as "preocupações legítimas" quanto a mudanças abruptas.

Sobre a estratégia legislativa, Ceron evitou detalhar se o tema seria tratado de forma genérica em Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com posterior regulamentação via projeto de lei complementar. Ele ressaltou a importância de a Constituição ter comandos gerais, permitindo flexibilidade para ajustes posteriores através de leis complementares.

O Secretário Executivo também mencionou a possibilidade de discutir linhas de crédito específicas para setores que venham a ser mais afetados pela mudança, mas sem adiantar detalhes sobre os termos.

Fonte: O Globo

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