A Opep+ anunciou neste domingo um aumento de 188.000 barris diários em suas cotas de produção de petróleo. A decisão ocorre na primeira reunião do grupo após a saída dos Emirados Árabes Unidos, comunicada na semana passada. A Arábia Saudita, Rússia e outros cinco países integram o grupo que busca "estabilidade no mercado petroleiro", segundo comunicado oficial. O cartel não comentou a decisão dos Emirados, quarto maior produtor mundial, que alegou insatisfação com suas cotas de produção. Analistas de mercado esperavam o aumento, mas preveem que ele não se traduza em produção física adicional. As principais capacidades ociosas do grupo estão em países do Golfo, cujas exportações sofrem com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. Segundo Jorge León, analista da Rystad Energy, a Opep+ envia uma "mensagem dupla": de que a saída dos Emirados não abala o grupo e que este mantém controle sobre o mercado global, apesar das tensões geradas pela guerra no Oriente Médio. O aumento anunciado, contudo, tem impacto limitado no fornecimento físico devido às restrições de navegação. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram sua saída da Opep e Opep+ em 28 de abril, com o desligamento efetivado na sexta-feira.
ECONOMIA
Opep+ eleva produção e ignora saída dos Emirados Árabes
Após saída dos Emirados Árabes Unidos, grupo eleva cotas de produção em 188.000 barris diários, mas analistas preveem impacto limitado no mercado físico.