O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) reagiu com veemência a declarações do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), sobre trabalho infantil. Zema afirmou em entrevista que "toda criança pode" ajudar com "trabalhos simples", o que Boulos classificou como "um ato de covardia" e "sinais de psicopata".
A polêmica começou após Zema, em entrevista ao podcast "Inteligência Ltda", relatar sua própria experiência de trabalho infantil e defender que jovens com 14 anos já poderiam tirar carteira de trabalho, algo que, segundo ele, era permitido antigamente. "Eu sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples", disse Zema.
Em resposta, Boulos, que é do Psol, publicou em suas redes sociais que "defender o trabalho infantil é um ato de covardia" e que "o cidadão que faz isso no Dia do Trabalhador vai além: dá sérios sinais de ser um psicopata".
Zema tentou amenizar a repercussão com um vídeo posterior, defendendo "dar oportunidades de trabalho para adolescentes" e criticando a "hipocrisia" sobre o tema. Ele argumentou que "educação e trabalho digno formam caráter" e que, no Brasil, o trabalho como aprendiz é permitido a partir dos 14 anos, mas que "milhões de jovens já trabalharam hoje na informalidade, sem regra e nenhuma proteção".
Na mesma entrevista, Zema criticou o presidente Lula (PT), afirmando que o petista "anabolizou" a economia e fazendo um trocadilho com o nome do medicamento Tadalafila, sugerindo que ele seria o "remédio" para o Brasil com o nome "Tadalazema".