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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Maioria dos eleitores do Rio quer mudança radical no governo

Pesquisa Genial/Quaest revela que 43% dos eleitores fluminenses desejam uma mudança radical no próximo governo do Rio de Janeiro. A insatisfação é generalizada e atravessa diferentes perfis ideológicos e de aprovação da gestão anterior.

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Maioria dos eleitores do Rio quer mudança radical no governo

Rio de Janeiro - Quatro em cada dez eleitores fluminenses (43%) desejam uma mudança completa no próximo governo do estado, que se inicia em 2027. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta que 34% preferem ajustes pontuais na administração estadual, enquanto apenas 17% defendem a manutenção do modelo atual. O cenário de insatisfação reflete o período pós-renúncia do ex-governador Cláudio Castro em março, em meio a investigações na Justiça Eleitoral.

A demanda por renovação é transversal a diferentes grupos. Mesmo entre os que aprovam a gestão de Castro, 34% querem uma mudança total, superando os 26% que preferem a continuidade. Entre os que desaprovam o governo, a exigência por ruptura é ainda maior: 51% clamam por uma completa alteração, contra 14% que apoiam a manutenção.

O levantamento sugere que a percepção de que o próximo ciclo exige alterações relevantes se estende a eleitores do ex-governador. A opção intermediária, de "mudar apenas o que não está bom", aparece como segunda via, com 36% entre os que aprovam e 31% entre os que desaprovam.

Na esfera política, eleitores do presidente Lula demonstram 38% de desejo por mudança total, ante 27% que preferem ajustes. Entre apoiadores de Bolsonaro, o anseio por ruptura é mais acentuado, com 49% querendo mudar completamente o governo estadual, o maior índice entre os grupos ideológicos. Eleitores independentes registram 45% de apoio à mudança total.

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 25 de abril e está registrada na Justiça Eleitoral (RJ-00613/2026). A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Fonte: O Globo

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