Brasil e Alemanha expressaram profunda preocupação com a guerra na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio. Ambos os países alertaram para o impacto dessas crises na liberdade de navegação, especialmente no Estreito de Ormuz. O comunicado conjunto foi divulgado após um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão Friedrich Merz, em Hanôver, na Alemanha. A reunião ocorreu à margem da Hannover Messe, feira industrial onde o Brasil é o país-parceiro deste ano.
Diante do cenário geopolítico atual, os governos defenderam o diálogo, a compreensão mútua e a cooperação como ferramentas essenciais para enfrentar os desafios globais. Brasil e Alemanha reafirmaram o compromisso com a solução pacífica de disputas, em conformidade com a Carta das Nações Unidas. Ambos rejeitam o uso da força e a coerção contra a independência e integridade territorial de qualquer nação.
A nota conjunta também destacou a necessidade de uma "solução negociada substantiva sobre o Irã". Os conflitos mencionados causam sofrimento humano, crises humanitárias e afetam negativamente os mercados globais de energia.
A parceria estratégica entre Brasil e Alemanha, baseada em valores como democracia, liberdade e multilateralismo, foi reafirmada. Os países buscam aprofundar a cooperação em áreas como economia, segurança, digitalização, ciência, tecnologia, ação climática e desenvolvimento sustentável.
As consultas intergovernamentais realizadas em Hanôver foram classificadas como um marco para o fortalecimento da relação entre os dois países. Acordos e anúncios foram feitos em áreas como sustentabilidade, minerais críticos e defesa. Houve o anúncio do primeiro investimento alemão no Fundo Clima, além de planos de ação conjunta para economia circular e combate a crimes ambientais.
A comitiva brasileira contou com a presença dos ministros da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, entre outras autoridades.
Fonte: O Globo