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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Como impedir que ChatGPT, Gemini e Claude usem seus chats para treinar IA

ChatGPT, Gemini e Claude têm configurações próprias para limitar o uso de conversas no treinamento de modelos de inteligência artificial.

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ChatGPT, Gemini e Claude oferecem configurações que permitem limitar o uso das conversas no treinamento de modelos, mas as regras de armazenamento e retenção variam entre os serviços.

As informações enviadas aos chatbots são transmitidas aos servidores das empresas responsáveis pelo processamento. Dependendo da plataforma e das configurações escolhidas, os dados podem ser armazenados, analisados por equipes autorizadas ou usados para aprimorar sistemas de inteligência artificial.

O risco envolve mais do que senhas e dados bancários. Informações de clientes, códigos-fonte, relatórios médicos, contratos confidenciais, anexos, imagens e áudios também podem ser processados quando enviados para análise, resumo ou revisão.

No ChatGPT, a opção Aprimorar o modelo para todos permite decidir se novas conversas poderão ser usadas pela OpenAI para melhorar seus modelos. Desativar a função não apaga o histórico. Já os bate-papos temporários não aparecem no histórico nem criam lembretes, mas podem ser mantidos por até 30 dias por motivos de segurança.

No Gemini, o controle é feito pela Atividade do app Gemini. Para adultos, a atividade fica retida por padrão durante 18 meses, período que pode ser alterado para três ou 36 meses. Mesmo com a opção desativada, o Google pode manter as mensagens por até 72 horas para fornecer o serviço.

O Google também pode permitir que funcionários e fornecedores terceirizados examinem algumas conversas depois que elas são desvinculadas das contas. Cópias podem ser mantidas por até três anos, inclusive após a exclusão da atividade.

No Claude, o uso das conversas para aprimorar modelos depende das configurações da conta pessoal. Se o usuário ativar a opção, a Anthropic poderá reter novos chats por até cinco anos para processos de treinamento. Com a função desativada, as conversas ficam fora de treinamentos futuros, salvo situações específicas, como revisões de segurança.

A Agência Espanhola de Proteção de Dados recomenda limitar o envio de informações pessoais e evitar dados de terceiros quando houver dúvidas sobre o tratamento. Uma alternativa é substituir nomes, números e outros identificadores por marcadores antes de enviar documentos sensíveis.

Também é recomendável revisar as configurações de privacidade, as permissões de memória e os acessos de aplicativos conectados. No Gemini, por exemplo, as conexões com Gmail, Drive e YouTube têm permissões separadas, e apagar o histórico do chat não revoga necessariamente esses acessos.

A exclusão do histórico não desfaz o uso de informações que já tenham sido incorporadas ao treinamento nem garante o desaparecimento de cópias analisadas por pessoas. Os prazos e as exceções dependem das políticas de cada provedor.

Fonte: O Globo

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