ChatGPT, Gemini e Claude têm políticas diferentes para armazenar conversas e usá-las no aprimoramento de modelos de inteligência artificial. As configurações de privacidade das três plataformas permitem limitar esse uso, mas a desativação nem sempre apaga o histórico ou elimina cópias já armazenadas.
No ChatGPT, a opção "Aprimorar o modelo para todos" permite decidir se novas conversas poderão ser usadas pela OpenAI para melhorar seus modelos. Desativá-la não apaga o histórico. Os bate-papos temporários não aparecem no histórico nem criam lembretes, mas podem ser mantidos por até 30 dias por motivos de segurança.
No Gemini, o controle é feito pela configuração "Atividade do app Gemini". Para adultos, a atividade fica retida por padrão durante 18 meses, período que pode ser alterado para três ou 36 meses. Mesmo com a opção desativada, o Google pode manter as conversas por até 72 horas para prestar o serviço.
O Google também pode permitir que funcionários e fornecedores terceirizados examinem algumas conversas depois que elas forem desvinculadas das contas. Cópias podem ser mantidas por até três anos, mesmo após a exclusão da atividade.
No Claude, o uso das conversas para aprimorar modelos depende da configuração da conta pessoal. Se o usuário habilitar a opção, a Anthropic poderá manter novos chats por até cinco anos para processos de treinamento. Com a opção desativada, as conversas ficam fora de treinamentos futuros, exceto em situações específicas, como revisões de segurança.
As plataformas podem processar mais do que o texto digitado, incluindo anexos, imagens, áudios e histórico de conversas. No Gemini, conexões com Gmail, Drive e YouTube têm permissões administradas separadamente, por isso a revisão do histórico não verifica automaticamente todos os acessos concedidos.
Agência Espanhola de Proteção de Dados recomenda limitar as informações pessoais compartilhadas com chatbots e evitar o envio de dados de terceiros quando houver dúvidas sobre o tratamento. Senhas, chaves de API, números de cartão, documentos de identidade, relatórios médicos, contratos confidenciais, códigos pessoais e dados de clientes não devem ser inseridos nesses serviços.
Quando for necessário analisar um documento sensível, nomes, números e outros identificadores podem ser substituídos por marcadores. Também é recomendável revisar as configurações de treinamento, memória e permissões de aplicativos conectados antes de usar a plataforma.
A exclusão do histórico não desfaz o uso de informações que já tenham sido incorporadas ao treinamento e não garante o desaparecimento de cópias submetidas a revisão humana. Os prazos e as exceções variam conforme as políticas de cada provedor.
Fonte: O Globo