O presidente interino, Geraldo Alckmin, anunciou neste sábado (18) que 26 estados brasileiros aderiram à proposta do governo federal para reduzir o preço do diesel importado. A medida visa mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o abastecimento e o custo de vida da população.
A iniciativa, articulada pela equipe econômica, prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro, com metade do valor custeado pela União e a outra metade pelos estados. O impacto fiscal estimado para o governo federal é de R$ 1,5 bilhão mensais.
"O governo tomou medidas para minimizar o impacto da guerra. Ela tem um efeito no combustível, diesel, na logística e na inflação, especialmente inflação de alimentos. O governo tirou o imposto do diesel, zerou PIS/Cofins, deu um subsídio e ainda convidou os estados a também aderirem para reduzir ainda mais o impacto e 26 estados já disseram que vão aderir", declarou Alckmin durante visita a Valparaíso de Goiás.
Alckmin, que está interinamente na Presidência enquanto Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda internacional, ressaltou que a adesão não é obrigatória. Ele comparou a proposta a uma ação similar do governo anterior, que resultou em disputas judiciais e um custo de R$ 25 bilhões para a União.
"Agora não vai ter nenhuma conta para o futuro, é um entendimento, se o estado reduzir 32 centavos do ICMS, o governo federal reduz mais 32 centavos para garantir o abastecimento e não deixar o preço subir", explicou.