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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio forçam bancos centrais a repensar corte de juros

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que conflitos globais aumentam incertezas e pressões inflacionárias, forçando bancos centrais a repensar cortes de juros. Brasil, contudo, tem revisão positiva de crescimento pelo FMI.

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Guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio forçam bancos centrais a repensar corte de juros

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, alertou nesta sexta-feira que conflitos internacionais podem obrigar bancos centrais ao redor do mundo a reconsiderar a redução das taxas de juros. A declaração ocorreu após reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington, onde a crescente incerteza econômica global foi o tema central.

A única certeza que se tem é a incerteza dos rumos da guerra hoje", afirmou Durigan. Ele apontou que a percepção geral é de desaceleração do crescimento mundial e aumento das pressões inflacionárias. "A tendência é de queda do crescimento do mundo e uma pressão inflacionária maior, o que bota os bancos centrais mundo afora numa situação de rever um posicionamento que estava no sentido de diminuir a taxa de juros", explicou.

Apesar do cenário externo desafiador, Durigan destacou que o Brasil teve sua previsão de crescimento revisada positivamente pelo FMI, indo na contramão da tendência global.

O ministro também indicou que o governo brasileiro poderá adotar novas medidas, caso os efeitos dos conflitos internacionais se intensifiquem, especialmente em relação às tensões envolvendo o Irã. Essas ações, segundo ele, já estão previstas e respeitarão o compromisso com o equilíbrio fiscal. "Se for preciso avançar em algumas frentes, eu não vou ter problema em avançar, dado o meu arcabouço", disse.

Durigan ressaltou que qualquer medida preservar neutralidade fiscal e, se necessário, será submetida à aprovação do Congresso Nacional. "As medidas que a gente pode adotar garantem neutralidade fiscal, aprovando as regras no Congresso", concluiu. As declarações foram dadas após uma semana de reuniões com autoridades econômicas internacionais, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e seus impactos sobre a economia global.

Fonte: O Globo

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