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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Mercadante defende governança fiscal entre Poderes e atuação do BNDES

Presidente do BNDES defende debate fiscal com participação dos Poderes, estados e municípios e rebate críticas à atuação do banco

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu, em entrevista ao jornal O GLOBO publicada em 21 de outubro de 2026, uma discussão sobre a governança fiscal que envolva União, estados, municípios, Legislativo e Judiciário.

Segundo Mercadante, o debate deve incluir precatórios, emendas parlamentares, penduricalhos e o cumprimento efetivo do teto salarial no serviço público. Ele também defendeu a criação de um conselho de governança fiscal para tratar dessas questões.

O presidente do banco afirmou que o Judiciário precisa assumir responsabilidade sobre o crescimento dos precatórios e criticou o volume de emendas parlamentares obrigatórias. Para ele, os recursos deveriam ter mais transparência e estar vinculados a projetos estruturantes.

Mercadante disse que o BNDES transferiu R$ 64 bilhões em dividendos ao Tesouro e que a instituição responde por mais de um terço do lucro das estatais considerado no arcabouço fiscal. Ele afirmou que é possível ampliar a atuação do banco sem abandonar o esforço de equilíbrio das contas públicas.

O executivo rebateu críticas de que o crédito do BNDES atrapalharia a política monetária. Segundo ele, o banco representa 1,6% do crédito da economia brasileira e concentra sua atuação no financiamento de investimentos, que ampliariam a oferta e a produtividade, em vez de estimular diretamente o consumo.

Mercadante também defendeu uma atuação mais forte do Banco Central na regulação e na fiscalização do sistema financeiro. Ele afirmou que as linhas do BNDES são majoritariamente concedidas em condições de mercado e citou iniciativas voltadas a inovação, descarbonização e apoio emergencial a empresas.

Sobre a eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mercadante disse que o governo deverá manter a meta de superávit primário prevista no orçamento. De acordo com ele, novas despesas terão de ser acomodadas na Lei Orçamentária Anual, com realocação de recursos ou mudança de fonte.

Na área eleitoral, o presidente do BNDES afirmou que a campanha de Lula ganhou força nas ruas e nas redes sociais. Ele criticou a atuação das big techs e mencionou o que considera tratamento desigual entre os candidatos, além de defender a discussão sobre a regulação das plataformas e da inteligência artificial.

Fonte: O GLOBO

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