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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Hidrogênio Verde: Brasil aposta em futuro promissor com cautela

Brasil tem cenário ideal para hidrogênio verde, mas grandes projetos só devem operar entre 2029 e 2030. Investimentos bilionários anunciados, mas concretização depende de decisões e estudos.

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Hidrogênio Verde: Brasil aposta em futuro promissor com cautela

O Brasil se posiciona como um futuro protagonista na produção de hidrogênio verde (H2V), um combustível essencial para a descarbonização global. Apesar do otimismo gerado por uma matriz energética limpa e avanços regulatórios, a expectativa é que os grandes projetos só saiam do papel entre 2029 e 2030. Investimentos bilionários já foram anunciados, mas a concretização depende de decisões finais de investimento e da maturação de estudos técnicos e econômicos.

Nos últimos anos, o mercado viveu um período de euforia com o anúncio de diversos projetos, mas nem todos avançaram. A falta de um marco legal claro, a ausência de uma agência reguladora e a necessidade de infraestrutura adequada foram alguns dos entraves apontados por especialistas.

Atualmente, o mercado global de hidrogênio é dominado por fontes não renováveis, com apenas 1% de produção verde. O Brasil, com sua produção incipiente de H2V, tem potencial para triplicar sua capacidade até 2030, caso alguns projetos de grande porte se concretizem. O H2V é visto como peça-chave para a descarbonização de setores como aço, cimento e petroquímica, além de aplicações em fertilizantes e combustíveis para veículos.

Apesar do potencial, o cenário geopolítico e a busca por soluções energéticas de curto prazo, como biocombustíveis, podem adiar o foco em hidrogênio. Investidores também ponderam o alto custo de infraestrutura e a carência de contratos de compra garantida.

Enquanto os grandes projetos aguardam, iniciativas de menor porte ganham tração. Empresas como a White Martins já operam unidades de produção de H2V em escala industrial, abastecendo mercados regionais e visando a exportação. A Neoenergia testa o uso do H2V em transporte público e veículos, enquanto a Brazil Iron planeja incorporar o H2V em sua produção de ferro verde.

A produção de H2V no Brasil, a partir da eletrólise da água com energia renovável, coloca o país em vantagem competitiva. A expectativa é que, a longo prazo, o país se torne um fornecedor estratégico para nações que buscam atingir metas climáticas ambiciosas.

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