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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍCIA FEDERAL

Ex-presidente do BRB é preso pela PF em investigação de lavagem de dinheiro

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, é preso pela PF sob suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras com o Banco Master. Investigação apura operações que totalizaram bilhões e teriam burlado o Banco Central.

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Ex-presidente do BRB é preso pela PF em investigação de lavagem de dinheiro

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso nesta quinta-feira (16) pela Polícia Federal. Ele é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, ligado ao escândalo do Banco Master. A prisão ocorreu no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga operações financeiras entre o BRB e o Banco Master, supostamente estruturadas para burlar a fiscalização do Banco Central. Dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e em São Paulo. Costa comandou o BRB de 2019 até novembro de 2025, quando foi afastado e posteriormente demitido. Ele é formado em Administração e construiu carreira na Caixa Econômica Federal antes de assumir o BRB a convite do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Investigações apontam que o BRB comprou carteiras de crédito do Banco Master em operações consideradas inconsistentes, totalizando R$ 12,2 bilhões, para dar sustentação financeira à instituição privada enquanto o Banco Central analisava a venda do banco. Entre julho de 2024 e outubro de 2025, BRB e Master realizaram operações de R$ 16,7 bilhões, mesmo com ressalvas do Banco Central. Uma anotação apreendida pela PF indicava a preocupação de Costa com a possível quebra do Master, citando a necessidade de compra de carteiras para evitar o colapso. Em depoimento, Costa afirmou que buscava ganhar tempo para a substituição das carteiras, visando proteger o BRB. Mensagens revelam que Ibaneis Rocha expressou descontentamento com a negociação de compra do Master pelo BRB em junho de 2025, considerando-a desgastante.

Fonte: G1

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