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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Nunes Marques instaura inquérito contra ministro do STJ por importunação sexual

Nunes Marques, do STF, instaura inquérito contra ministro do STJ por importunação sexual. Marco Buzzi nega acusações. Investigação corre em paralelo à apuração administrativa no STJ.

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Nunes Marques instaura inquérito contra ministro do STJ por importunação sexual

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito criminal para investigar denúncia de importunação sexual contra o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. A decisão desta terça-feira (14/04/2026) atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e apura acusação de uma mulher de 18 anos. O caso corre sob sigilo no STF.

Buzzi nega as acusações. Sua defesa classificou as denúncias como parte de um “linchamento moral” e afirmou que as alegações carecem de provas concretas.

A investigação criminal ocorre em paralelo à apuração administrativa no STJ. O plenário da Corte julga nesta terça a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Buzzi, após recomendação de sindicância. A expectativa é de que o PAD seja aberto.

Nesta segunda-feira (13/04/2026), Nunes Marques já havia negado pedido da defesa de Buzzi para suspender a sindicância no STJ. Os advogados alegaram ilicitude de provas, mas o ministro considerou que a fase preliminar não exige contraditório e ampla defesa.

Uma das denúncias refere-se a suposta tentativa de agarrar a jovem três vezes em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do ministro. Outra acusação parte de uma ex-funcionária do gabinete de Buzzi.

A defesa de Marco Buzzi, representada por Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, emitiu nota repudiando a “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa, marcada por vazamentos seletivos, distorções e ausência deliberada do direito básico de defesa”.

“Os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória. As alegações apresentadas até o momento carecem de provas concretas”, afirma a nota. A defesa também aponta que parte das narrativas tem origem em advogada com interesses diretos em processos no STJ, o que, segundo eles, “agrava ainda mais a necessidade de cautela e responsabilidade na divulgação dessas informações”.

“É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível e sem qualquer mácula em sua trajetória”, conclui a nota.

Fonte: O Globo

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