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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Edinho Silva contesta neutralidade de Campos Neto em caso Master

Presidente do PT, Edinho Silva, rebateu declarações de Gabriel Galípolo, presidente do BC, que isentou Roberto Campos Neto no caso do Banco Master. Edinho defende apuração interna e responsabilização em caso de fraude.

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Edinho Silva contesta neutralidade de Campos Neto em caso Master

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou nesta segunda-feira (14) a declaração do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que isentou o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, de responsabilidade no caso do Banco Master. Edinho Silva afirmou que, com investigações em andamento na Polícia Federal e no Ministério Público, o BC também deve apurar a gestão anterior.

Segundo Edinho, caso as fraudes sejam confirmadas, a responsabilidade recairá tanto sobre Campos Neto quanto sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável por sua nomeação. "O Banco Master foi autorizado a funcionar durante o governo Bolsonaro, na gestão de Campos Neto, com várias operações autorizadas pelo Banco Central. Se o Master existe e provocou operações fraudulentas, a responsabilidade é do governo Bolsonaro e do Campos Neto", declarou Edinho, questionando a isenção.

A declaração de Galípolo ocorreu na quarta-feira (9) durante sua participação na CPI do Crime Organizado. Questionado sobre o conhecimento de Campos Neto em relação a possíveis atuações para evitar a liquidação do Master em 2024, Galípolo respondeu que a sindicância interna do BC não encontrou indícios e que a liquidação, por seguir ritos, não poderia ter sido decretada antes.

A avaliação sobre a isenção de responsabilidade, contudo, só deverá ocorrer após as investigações, segundo Edinho. Ele citou o envolvimento de Paulo Souza e Belline Santana, ex-diretores do BC afastados por suspeitas de ligação com o dono do Master, Daniel Vorcaro, por decisão do ministro André Mendonça, do STF.

A estratégia do Palácio do Planalto de vincular o caso Master a Campos Neto e Bolsonaro foi discutida em reunião no início de março, com a presença de Galípolo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As afirmações de Galípolo, no entanto, geraram irritação entre ministros próximos a Lula, que, em entrevista ao canal ICL, classificou o Master como "obra" de Bolsonaro e Campos Neto.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticou o que chamou de "corporativismo" no BC, defendendo que a Polícia Federal investigue a fundo para identificar "quem está protegendo quem".

Campos Neto foi indicado por Bolsonaro ao BC em 2019 e permaneceu no cargo até janeiro de 2025. Durante sua gestão, o Banco Central foi alertado por anos sobre a expansão acelerada do Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado sob alegações de fraude. Cartas de advertência foram enviadas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e executivos de grandes bancos também expressaram preocupação à autoridade monetária.

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