O ministro Flávio Dino reagiu nesta terça-feira (14/04/2026) ao pedido de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) no relatório final da CPI do Crime Organizado. Dino classificou a tentativa de culpar a Corte como o "maior problema nacional" de "gigantesco erro histórico" e "irresponsabilidade".
Em publicação nas redes sociais, o ministro prestou solidariedade aos magistrados Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. Ele defendeu a atuação do STF e da PGR no combate a organizações criminosas, destacando decisões relevantes tomadas dentro das competências constitucionais.
Dino criticou o que chamou de desvio de foco, argumentando que investigações sobre o crime organizado devem priorizar milicianos, traficantes, vendedores de armas ilegais e garimpos ilegais, em vez de mirar o Judiciário.
O relatório da CPI, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sugere o indiciamento dos ministros por suposta conduta incompatível com o cargo, quebra de decoro e decisões que teriam restringido apurações ou invalidado provas. No caso de Gonet, a acusação é de omissão.
O parecer será votado nesta terça-feira e, caso aprovado, será encaminhado ao Senado, ao Ministério Público Federal e ao Conselho Superior do MPF. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já indicou que não dará andamento a um eventual processo de impeachment.