O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o Banco Central de corporativismo nesta segunda-feira (14) após o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, isentar o ex-presidente Roberto Campos Neto de responsabilidade no caso Master. Em depoimento à CPI do Crime Organizado, Galípolo afirmou que não houve auditorias ou sindicâncias que comprovassem o envolvimento de Campos Neto nas fraudes. Lindbergh Farias defendeu que a Polícia Federal investigue quem está protegendo quem.
O parlamentar é autor de pedidos de investigação contra Campos Neto enviados à Procuradoria-Geral da República. Lindbergh Farias ressaltou que o papel do ex-presidente do BC precisa ser esclarecido, especialmente após a autorização do Banco Central para as tentativas de compra do Master. Ele lembrou que a prisão de Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de Fiscalização, foi realizada pela PF.
Segundo o deputado, Roberto Campos Neto indicou os nomes de Santana e Souza para recondução à Diretoria de Fiscalização quando estava saindo do cargo, mas Haddad optou por outros nomes. Santana e Souza são investigados por envolvimento nas fraudes bancárias do Master.
Lindbergh Farias também associou o escândalo ao governo anterior, argumentando que Campos Neto foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele criticou a oposição por tentar vincular o caso à gestão do presidente Lula. "Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos", declarou, prometendo rigor na apuração das perdas de R$ 50 bilhões.