A Aegea, gigante do saneamento, divulgou neste sábado (data fictícia, já que o link é de 2026) seus resultados financeiros referentes a 2025, após sucessivos adiamentos e ajustes contábeis que reformularam dados de 2024. A empresa reportou lucro líquido de R$ 856 milhões, uma queda de 31% em comparação ao ano anterior.
A receita líquida atingiu R$ 18,288 bilhões em 2025, um avanço de 20,6% sobre 2024. O Ebitda, indicador de desempenho operacional, cresceu 25,2%, alcançando R$ 10,440 bilhões. No entanto, a dívida líquida da companhia aumentou 36,7%, totalizando R$ 47,044 bilhões.
O atraso na divulgação dos números e os ajustes contábeis geraram desconfiança no mercado, levando agências de risco como S&P e Fitch Ratings a rebaixarem a nota de crédito da Aegea. A empresa, que tem entre seus acionistas o Grupo Equipav, o fundo soberano de Cingapura (GIC) e a Itaúsa, atribuiu a demora a um complexo processo de revisão.
Segundo a Aegea, os ajustes em 2024 impactaram principalmente receita e provisões, mas não afetaram a geração de caixa nem violaram cláusulas contratuais de dívida. A companhia revisou seus critérios de reconhecimento contábil de receita para aproximá-los da geração de caixa.
Em 2025, a Aegea investiu R$ 8,6 bilhões em expansão e modernização, resultando em 722 mil novas ligações de clientes e beneficiando cerca de 2 milhões de pessoas. A empresa tratou 730 bilhões de litros de esgoto e economizou 29 bilhões de litros de água.
No mercado de capitais, a empresa captou R$ 22,3 bilhões para gestão de passivos, reduzindo o custo médio de captação. Emitiu também US$ 750 milhões em títulos azuis, focados em projetos sustentáveis para preservação hídrica. Em 2026, captou mais R$ 3,2 bilhões e recebeu R$ 1,2 bilhão em capital, elevando seu registro regulatório para maior flexibilidade.
A Aegea opera diversas concessionárias, como Águas do Rio e Prolagos, no Rio de Janeiro, e atua em outros estados como Mato Grosso, Santa Catarina e Pará.
Fonte: O Globo