O Porto de Santos priorizou o desembarque de navios com gasolina para mitigar os efeitos da crise energética decorrente da tensão entre Estados Unidos e Irã. A Autoridade Portuária de Santos (APS) atendeu a um pedido da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que alertou para o risco de falta de combustível em São Paulo. O governo recorre contra liminar que suspendeu imposto sobre exportação de petróleo.
A primeira operação com prioridade ocorreu em 30 de março, quando o navio japonês MH Ibuki descarregou 17.974 toneladas de Gasolina tipo A. A carga, equivalente a 600 caminhões-tanque, foi destinada ao Terminal da Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla).
O navio, que opera sob bandeira panamenha, transportou o combustível da Refinaria de Mataripe (Bahia) para o terminal em Santos.
A priorização de atracação segue normas para emergências, como acidentes com tripulantes, ou por discricionariedade da autoridade portuária, visando o interesse público. O mesmo critério foi usado recentemente para agilizar a chegada de doações ao Rio Grande do Sul.
Atualmente, o navio Ibuki está em nova viagem entre a Bahia e Santos, com previsão de chegada para o dia 12. Sem a prioridade, ele teria que aguardar sua vez entre mais de 10 navios com combustíveis e gás que esperam por terminais de descarga.