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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Lucro da Tesla cai 44% no terceiro trimestre

Lucro líquido da Tesla recua 44% no terceiro trimestre, para US$ 787 milhões, enquanto a empresa amplia investimentos em IA e robôs.

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A Tesla informou nesta quarta-feira (21) que seu lucro líquido caiu 44% no terceiro trimestre de 2026, para US$ 787 milhões, ante US$ 1,4 bilhão no mesmo período do ano anterior. A receita ficou em US$ 28 bilhões, praticamente estável na comparação anual.

O resultado ficou abaixo das projeções de analistas, que estimavam lucro líquido de US$ 815 milhões e receita de US$ 28,3 bilhões, segundo a média compilada pela companhia.

A queda ocorreu enquanto a empresa amplia os investimentos em tecnologia de condução autônoma, robôs humanoides e inteligência artificial, áreas que ainda geram pouca receita. A Tesla afirmou que esses gastos devem pressionar sua rentabilidade.

A companhia começou neste ano a produzir o caminhão elétrico Semi e o Cybercab, veículo autônomo sem volante. O Semi ainda está em fase inicial de entregas em maior escala, enquanto o Cybercab não é comercializado.

A Tesla também apresentou neste mês o Roadster, carro esportivo que terá uma versão capaz de voar por curtas distâncias. A produção está prevista para começar em 2028, e o modelo terá preço de centenas de milhares de dólares mesmo na versão convencional.

A empresa continua dependendo principalmente do utilitário esportivo Model Y e do sedã Model 3, modelos mais antigos. Segundo a Cox Automotive, a Tesla tinha 54% do mercado americano de veículos elétricos novos no terceiro trimestre.

Os resultados foram divulgados um dia depois de Elon Musk afirmar que Tesla e SpaceX avaliam uma possível fusão. As empresas criaram comitês especiais para analisar a operação, mas Musk disse que nenhum acordo foi fechado e que a proposta dependeria do apoio da maioria dos acionistas da Tesla.

A empresa estabeleceu uma meta de gastos de US$ 25 bilhões e obteve US$ 30 bilhões em novos empréstimos e linhas de crédito para financiar sua expansão.

Fonte: O Globo

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