Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Governo recorre contra liminar que suspendeu imposto sobre exportação de petróleo

A PGFN recorreu da decisão que suspendeu a cobrança de 12% de imposto sobre exportação de petróleo, concedida a pedido de cinco multinacionais. Governo alega que imposto compensa renúncia fiscal, enquanto empresas argumentam finalidade arrecadatória.

Compartilhe
WhatsApp
Governo recorre contra liminar que suspendeu imposto sobre exportação de petróleo

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decisão da Justiça Federal que suspendeu a cobrança de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo. O recurso, um agravo de instrumento, foi confirmado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

A liminar, concedida pela 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu a um pedido de cinco multinacionais do setor: Total Energies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor. A cobrança do imposto estava prevista na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, editada em março para conter a escalada de preços dos derivados de petróleo no país, em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Segundo o governo, o imposto de exportação visa compensar a queda na arrecadação com a isenção do PIS e da Cofins sobre o óleo diesel, além de subsidiar importadores e produtores do combustível. As empresas, no entanto, argumentaram que o imposto tinha caráter meramente arrecadatório e feria o princípio da anterioridade.

O juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio considerou que a MP revelava uma finalidade arrecadatória, exigindo a observância do princípio da anterioridade, previsto na Constituição. A decisão também afastou a aplicação de penalidades e sanções decorrentes da não incidência do tributo.

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) já havia criticado o imposto, alegando que ele impõe uma carga desnecessária a um setor que já destina cerca de 70% de sua receita a tributos e participações governamentais, comprometendo a segurança jurídica e a competitividade do petróleo brasileiro.

Leia também