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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Banco Master: Conexões financeiras com políticos baianos sob escrutínio

Documentos da Receita Federal detalham pagamentos do Banco Master a ACM Neto, familiares de Jaques Wagner e empresas ligadas a Otto Alencar Filho e Ronaldo Bento. O caso pode impactar a campanha eleitoral na Bahia.

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Banco Master: Conexões financeiras com políticos baianos sob escrutínio

Documentos obtidos pela Receita Federal revelam uma teia de pagamentos entre o Banco Master e figuras políticas influentes na Bahia. As transações conectam a instituição financeira a nomes ligados ao governo, à oposição e ao Centrão, levantando questionamentos sobre a relação entre o setor financeiro e a classe política.

Entre os beneficiários dos pagamentos, destacam-se o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo estadual, e uma familiar do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Os valores pagos a ACM Neto, através de sua empresa de consultoria, somam R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025. O ex-prefeito afirmou não ter acesso aos dados e não poder validar os valores, mas confirmou a prestação de serviços de análise da agenda político-econômica nacional.

A nora de Jaques Wagner, Bonnie Toaldo Bonilha, sócia da BN Financeira, também recebeu R$ 14 milhões de 2022 a 2025. A empresa, fundada em 2021, negou qualquer ligação com o senador, afirmando ter prestado serviços de prospecção e indicação de operações de crédito ao Banco Master.

Outros políticos baianos também aparecem nos registros. A Mollitiam Financeira, empresa na qual Otto Alencar Filho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, detém participação, recebeu R$ 12 milhões de 2022 a 2025. A Meta Consultoria, empresa do ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento, recebeu R$ 6,2 milhões em 2025.

A investigação também aponta para a ascensão de Augusto Ferreira Lima, que se tornou sócio do Banco Master após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) durante o governo Rui Costa. Lima adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios que expandiu sua operação nacionalmente em parceria com o Banco Master.

A exposição desses pagamentos gerou um acordo entre os grupos políticos adversários para evitar que o caso Master se torne um tema central na campanha eleitoral, dada a possibilidade de desgaste para ambos os lados.

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