O ex-governador Wilson Witzel participou nesta quarta-feira (9) de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro. Cassado por impeachment em votação aberta na Alerj, Witzel defendeu que, caso a eleição seja indireta, o voto dos deputados seja secreto.
Witzel teve o pedido para ingressar como parte interessada na ação negado, mas acompanhou o julgamento no Supremo.
O ministro Cristiano Zanin votou pela realização de eleições diretas para o mandato-tampão. Ele classificou a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, às vésperas de um julgamento no TSE, como uma "burla". O placar está em 1 a 1, com o relator Luiz Fux defendendo eleições indiretas.
Witzel argumentou que o processo de impeachment contra ele em 2020 foi contaminado por pressões semelhantes às que estariam ocorrendo na Alerj. "Foi um processo ilegítimo", declarou.
O ex-governador afirmou que o partido que representa defende a eleição direta. Contudo, caso a eleição indireta prevaleça, ele pede que o voto dos deputados seja secreto para garantir lisura. Segundo Witzel, a renúncia de Castro teve o objetivo de impedir a eleição direta e manter o grupo político no poder.
"A situação da Assembleia do Rio de Janeiro demanda muita cautela numa eleição indireta com voto aberto", alertou.