O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (3) o julgamento que definirá se a eleição para o cargo de governador do Rio de Janeiro, após a condenação e renúncia de Cláudio Castro, será direta, escolhida pela população, ou indireta, decidida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A Corte analisa uma ação movida pelo diretório estadual do PSD, que defende o voto popular. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou a favor das eleições diretas.
Cláudio Castro foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 23 de março. A decisão inicial do TSE previa eleições indiretas. No entanto, o PSD recorreu ao STF.
A renúncia de Castro um dia antes do julgamento foi interpretada como uma estratégia para viabilizar eleições indiretas. Ele tinha até 4 de abril para deixar o cargo e se desincompatibilizar para uma possível candidatura ao Senado.
A necessidade de uma eleição suplementar surge devido à vacância na linha sucessória do governo fluminense. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre o ex-deputado TH Joias.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, comanda o estado interinamente.